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quinta-feira, 7 de março de 2013

8 de março - Dia Internacional da Mulher Data que significa história e luta das mulheres


Ana Maria de Oliveira Silva 
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está ligado aos movimentos feministas que lutam pelo reconhecimento da dignidade das mulheres e da necessidade de uma sociedade mais justa e igualitária. Essa luta é não é nova, embora envolva temática contemporânea e conta com a bravura das mulheres que, durante a história da humanidade, resistiram ao machismo e à discriminação.

Na Segunda metade do século XVIII, as grandes transformações ocorridas no processo produtivo que resultaram na Revolução Industrial, trouxeram consigo reivindicações até então inexistentes que tomaram vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos.
A absorção do trabalho feminino pelas indústrias,  inseriu as mulheres definitivamente no mundo da produção. Elas passaram a conviver com jornadas de trabalho extensas, em condições insalubres, submetidas a todo tipo de violência, além de receber salários menores que os dos homens.
Em 1791, a francesa Olympe de Gouges lança a Declaração dos Direitos da Cidadã, onde o direito feminino era reivindicado. Em 3 de março de 1793, após julgamento, ela foi condenada à morte e guilhotinada e, no mesmo ano, as associações femininas foram proibidas na França.
Era 8 de março de 1857, tecelãs de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Houve violenta repressão a manifestação fazendo com que buscassem refúgio na fábrica, onde foram mortas (trancadas e carbonizadas). Este fato, fez com que, em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, na Dinamarca, a proposta de que dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque, foi aprovada. Em 1977, a ONU instituiu a data através de resolução aprovada pela Assembléia Geral, como forma de homenagear as mulheres por suas conquistas e reconhecer as realizações por elas promovidas ao longo da história.

Nos nossos dias, as denúncias cada vez mais freqüentes registram condições de exploração e opressão, iguais as apontadas pelas mulheres no século XIX. Apesar de exercidas sob novas formas e com outros instrumentos, as manifestações de violência adquirem, em tempos históricos diferentes, a perspectiva da intolerância, do machismo, da opressão, do não reconhecimento da liberdade e da autonomia originados da sociedade patriarcal.
Esta conjuntura história corrobora a necessidade de fortalecimento e ampliação da organização coletiva das mulheres no combate permanente contra, dentre outras questões: a banalização da violência; a diferença salarial entre homens e mulheres; o desrespeito a orientação sexual; o tráfico de mulheres e meninas; a criminalização do aborto; a baixa qualidade do atendimento à saúde da mulher e ocorrência de abortos inseguros -  causa elevada de morte materna.
Em pleno século XXI as lutas das mulheres continuam, e não podemos permitir retrocesso dos direitos tão duramente conquistados nos campos da saúde, da assistência social, da segurança pública, da assistência jurídica, da habitação. É preciso avançar na sua consolidação com respeito, ética, dignidade, reconhecimento das diferenças e fortalecimento do enfoque transversal das políticas nas questões de raça/etnia, geração, gênero e classe social. Não há lugar nas sociedades sem a presença das mulheres.
Parabéns a todas as mulheres !
Assistente Social, Presidente do Conselho Regional de Serviço Social - CRESS/Bahia, Mestranda em Políticas Sociais e Cidadania pela UCSal, Docente em Serviço Social.

Mais Informações:Notícia Livre

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