Pages

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nova proposta para trem do subúrbio é apresentada ao governo federal

Ao assumir o trem do Subúrbio, o Governo do Estado vai à Brasília para apresentar ao governo federal a proposta de reativar o trem na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Em reunião realizada, nesta terça-feira (30), na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, apresentou a demanda ao diretor geral Jorge Luiz Macedo Bastos.

O secretário Rui Costa pontuou a necessidade de transformar o trem do Subúrbio em metropolitano, ligando Salvador aos municípios de Candeias, Camaçari, Dias D’Ávila e Simões Filho. “O objetivo é criar alternativas de mobilidade que permitam aos moradores de bairros populosos de Salvador o acesso a oportunidades de trabalho nos polos desenvolvidos de municípios da RMS, como o polo Petroquímico de Camaçari”, explicou Rui Costa.
A ANTT realizará estudos de viabilidade para as linhas de trem e analisará demandas de carga e de passageiros. Na semana passada, o assunto havia sido tratado com o ministro dos Transportes, César Borges, que colocou o ministério como parceiro para o novo projeto.
Metrô – O secretário da Casa Civil fez uma segunda agenda em Brasília. Desta vez, a pauta tratada foi o Sistema Metroviário Salvador / Lauro de Freitas. A agenda reuniu o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento do ministério do Planejamento, Maurício Muniz, o secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do ministério das Cidades, Júlio Eduardo dos Santos, e representantes do ministério da Fazenda.
O grupo discutiu o detalhamento do repasse de recursos do PAC, uma das fontes de recursos para o empreendimento. Também foram abordadas as vias transversais que ligarão a parte Norte da capital à orla, vias denominadas como corredores transversais de Salvador.

Casa Civil Bahia

1 comentários:

  1. Uma das melhores formas de modernizar e atualizar os sistemas de trens de passageiros em locais em que ainda se utilizam da bitola métrica é a implantação de bitola em 1,6 m a exemplo do que acontece nas maiores metrópoles brasileiras, observando, uma foto frontal postada, como destas composições de Salvador-BA, Teresina-PI, Campos do Jordão-SP e o bonde Santa Teresa-RJ em bitola de 1,1 m, e que já sofreram múltiplos descarrilamentos e com mortes, pode se visualizar a desproporção da largura da bitola, 1,0m com relação largura do trem “l”=3,15 m x altura “h”= 4,28 m ( 3,15:1) conforme gabarito, o que faz com que pequenos desníveis na linha férrea provoquem grandes amplitudes, oscilações e instabilidades ao conjunto, podendo esta ser considerada uma bitola obsoleta para esta função, tal situação é comum na maioria das capitais no nordeste, exceto Recife-PE.

    Para que esta tarefa seja executada sem grandes transtornos, inicialmente devem ser planejadas e programadas as substituições dos dormentes que só permitem o assentamento em bitola de 1,0 m por outros em bitola mista, (1,0 + 1,6 m ) preferencialmente de concreto, que tem durabilidade muito superior ~50 anos, principalmente os que possuem selas, para após realizar a mudança, observando que para bitola de 1, 6 m o raio mínimo de curvatura dos trilhos é maior .

    Entendo que deva haver uma uniformização em bitola de 1,6 m para trens suburbanos de passageiros e metro, e um provável TMV- Trens de passageiros convencionais regionais em média velocidade, máximo de 150 km/h no Brasil, e o planejamento com a substituição gradativa nos locais que ainda não as possuem, utilizando composições completas, já com ar condicionado que as concessionárias colocam periodicamente em disponibilidade em cidades como Teresina-PI, Natal-RN, Maceió-AL, João Pessoa-PB, Salvador-BA que ainda as utilizam em bitola métrica, com base comprovada em que regionalmente esta já é a bitola nas principais cidades e capitais do Brasil, ou seja: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, e Curitiba (projeto), e que os locais que não as possuem, são uma minoria, ou trens turísticos.

    Assim como foi feito em São Paulo, que se recebeu como doação, composições usadas procedentes da Espanha na qual originalmente trafegavam em bitola Ibérica, de 1,667m, e que após a substituição dos truques, (rebitolagem) trafegavam normalmente pelas linhas paulistanas em 1,6 m, com total reaproveitamento dos carros existentes, o mesmo poderá ser feita com estes trens que trafegam nestas cidades do Brasil, lembrando que este é um procedimento relativamente simples, de execução econômica, com grande disponibilidade de truques com motores elétricos de baixo consumo e recuperação de parte da energia elétrica na frenagem no mercado nacional e facilitando a manutenção e expansão dos serviços, uma vez que todas as implantações das vias férreas pela Valec no Norte e Nordeste rumo ao Sul já são nesta bitola.

    Esta será uma forma extremamente econômica e ágil de se flexibilizar, uniformizar, racionalizar e minimizar os estoques de sobressalentes e ativos e a manutenção de trens de passageiros no Brasil.

    Não é só o motor o responsável pelo consumo de energia elétrica em uma composição ferroviária de passageiros, pois além dele temos em menor escala, e não menos importante, o ar condicionado, compressores, iluminação etc, e os truques modernos já possuem motores elétricos de baixo consumo e recuperação cinética de parte da energia elétrica na frenagem, algo que não esta contemplado nesta substituição.

    ResponderExcluir