Pages

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mendigo que perambulava em Riachão é recuperado em Coité e entregue à família em SE; reencontro emocionante

Enlarge font
image O ex-mendigo, agora cidadão Nilton Alves, com a familia
Longe de seus familiares há mais ou menos 19 anos, Nilton Santos Alves, conhecido como Rastafári, saiu de sua cidade-natal, Aracaju (SE), sem rumo, e perdeu a memória após receber um tiro.
Segundo amigos e vizinhos, ele ficou internado por um bom tempo em um hospital de sua cidade. Ao receber informações de que sua avó havia morrido, fugiu sem deixar nenhuma notícia. O tempo foi passando, e o mendigo Rastafári ficou perambulando por vários estados do Brasil.


Em conversa com o Pedagogo do CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), de Conceição do Coité, Márcio Bary Ferreira, o homem passou algumas informações que levou a equipe da Unidade a encontrar a sua família. Rastafári disse que veio para a Bahia com um sujeito não identificado, dentro de um caminhão-baú, sendo jogado na pista da cidade.

Andanças pelo mundo
Ao pedagogo, já em processo de ressocialização, Nilton Alves, de 39 anos, confessou que esteve em várias cidades, passou fome e sede, rejeitava alimentos que a população lhe dava, pois tinha medo  de lhe fazerem  maldade. Falou que tinha mãe, de nome Maria Iracy Santos, pai, Iraldino Oliveira Santos, vários irmãos, mas foi a avó Maria José Santos Vidal (falecida), quem o criou.

O mendigo relatou que trabalhou na empresa  Petrobrás como soldador, e na Metrofret, que  estudou na Escola João Paulo II até o 3° ano do ensino médio, foi casado com uma mulher chamada Silvana Santos Silva, e disse que não teve filhos.  

Riachão e Coité
Entre as cidades em que o ainda Rastafári andou, uma delas foi Riachão do Jacuipe. Até o mês de abril/maio ele foi visto pelas ruas da cidade, perambulando, demonstrando as mesmas características e comportamento definidos pelo pedagogo.

Depois ele desapareceu da cidade e chegou a Conceição do Coité, onde passou mais uma temporadas, pelas ruas. Já no mês de junho, no período junino, ele foi visto por nossa reportagem, no centro da cidade.   

O reencontro
O Pedagogo foi até sua cidade-natal para entregar o mendigo à sua família. Procurou a CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), do bairro Alto da Jaqueira, na capital Aracaju, em Sergipe, conversou com técnicos da Unidade, mas não conseguiu encontrar os nomes dos pais no cadastro do CRAS.

O técnico do CAPS de Conceição do Coité, andando pelo bairro e perguntando a vários moradores no comércio e pelas ruas,  encontrou alguém que reconheceu Rastafári e disse que este “tinha sumido há um tempão da sua cidade”. Outro morador disse a Márcio Bary que conhecia tios e primos do mendigo.

O Pedagogo, então, via celular, entrou em contato com a família. Logo em seguida, no local onde estavam, foram chegando seus familiares, todos chorando, emocionados. Contaram para o Pedagogo como tudo aconteceu. Em seguida, Márcio Bary reuniu sua família e passou algumas informações necessárias para que encaminhassem o Rasta até o CAPS do município e continuassem o acompanhamento naquela unidade de saúde mental.

Feito assim, toda família agradeceu emocionada ao pedagogo Márcio Bary, agradecendo muito ao povo de Conceição do Coité, na Bahia.

Todos ficaram felizes, mas a equipe baiana saiu de Aracaju, Sergipe, realizada e vitoriosa, por mais uma conquista de trabalho e muita determinação, levando para o lar alguém que fez das ruas sua própria casa.

Da redação, com informações do pedagogo Márcio Bary 

Interior da Bahia

0 comentários:

Postar um comentário