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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Prefeito, vice e vereador de Laje são cassados pelo TRE; aliados fecham BR-101

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image Em protesto, grupo de manifestantes bloqueou a BR-101
O prefeito de Laje, José Emiran Feitosa (PT), e o vice, Enedino Costa (PSDB), tiveram os diplomas e, consequentemente, os mandatos cassados pela Justiça eleitoral da Bahia.

Os políticos foram acusados de abuso de poder econômico, após denúncia de captação ilícita de sufrágio – compra de votos – durante as eleições de 2012.O petista venceu o pleito no município do sudoeste baiano com 53,12% dos votos válidos. Em sua decisão, a juíza de Mutuípe, Renata Moraes Rocha, responsável pela 109ª zona eleitoral, ainda determinou a inelegibilidade do prefeito e do vereador Valdir Mota Maia (PTC), também cassado no mesmo processo.

Apesar de a decisão ser tomada em primeira instância, cabendo recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), a magistrada determinou a imediata investida do atual presidente da Câmara de Vereadores, Andrelino de Jesus (PT), para assumir a cadeira e comandar o município até a realização de novas eleições.

“Por consequência e havendo os investigados prefeito e vice-prefeito obtido mais da metade dos votos válidos, conforme inteligência do Art. 224 do Código Eleitoral, deverá ser convocada nova eleição na forma do Art. 81 da CF [Constituição Federal], para os cargos de prefeito e vice-Prefeito do município de Laje, devendo ser oficiado ao Egrégio Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para designar a data do novo pleito”, escreveu a juíza em sua decisão.

Manifestantes fecham a BR-101 contra cassação de prefeito de Laje

Um grupo de manifestantes bloqueou o trânsito no km 281 da BR-101, próximo ao município de Laje, nesta quarta-feira. Eles são contra uma decisão judicial que depôs o prefeito da cidade. Galhos e pneus foram queimados pelo grupo, que interditou a pista por mais de três horas.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto começou às 7h e terminou às 10h30. O prefeito José Emiran Feitosa (PT) teve o mandato cassado na segunda-feira (22) sob a suspeita de captação ilícita de sufrágio (compra de votos).

Interior da Bahia

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