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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Bancários são sequestrados e obrigados a sacar R$ 300 mil de agência onde trabalham

Por Ítallo Timóteo e Jota Silva
O gerente e o tesoureiro da agência do Banco do Brasil de Delmiro Gouveia foram sequestrados junto com seus familiares e mantidos em cativeiro dentro da própria residência de um deles, na noite desta quarta-feira (30), por volta das 22h. Por motivo de segurança, a polícia não divulgou os nomes das vítimas.
Segundo os primeiros levantamentos policiais, os bancários estariam em um estabelecimento comercial, próximo da agência onde trabalham, quando foram rendidos pelos sequestradores e obrigados a seguir com eles até a residência de um deles, o gerente.
Na referida casa, que fica na região central da cidade, os bandidos também teriam rendido os familiares do gerente, além de ordenar que uma parte do grupo fosse até à moradia do tesoureiro para que trouxesse sua família para o mesmo imóvel, onde estavam todos.
As vítimas haviam ficado toda a noite sob a mira das armas dos criminosos que esperavam o amanhecer do dia seguinte para que os profissionais fossem até à unidade do banco onde são funcionários e sacassem R$ 300 mil, o que seria o valor do resgate de todos.
Já pela manhã desta quinta-feira (31), por volta das 11h, parte dos sequestradores teria seguido com o gerente e o tesoureiro até a agência, enquanto o restante dos bandidos ficou no cativeiro com os demais reféns que seriam mortos, caso os funcionários do banco colocassem tudo a perder para a quadrilha.
Temendo ser mortos e perderem os familiares, os bancários fizeram tudo que exigia os bandidos. Eles sacaram o valor e entregaram para o grupo que mesmo de posse do dinheiro teria levado os reféns consigo, fugindo pela BR-423, em direção ao município de Inhapi.
De acordo com o relato das próprias vítimas, em um trecho daquela rodovia federal, o bando resolveu libertar somente o gerente, enquanto os outros reféns foram levados por mais alguns quilômetros, onde também foram libertados.
Pouco antes da vítimas serem liberadas, o delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcante, titular da 1ª Delegacia Regional de Polícia, tomou conhecimento do ocorrido e solicitou o apoio do Pelotão de Operações Especiais da Polícia Militar (Pelopes), além de equipes do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) e da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC).
A delegada da DEIC, Ana Luiza Nogueira, esteve pessoalmente na cidade e coordena as investigações. Toda força policial da região está mobilizada na busca pelos bandidos.
Durante as diligências, uma pessoa que não teve o nome revelado foi detida como suspeita do crime, mas foi liberada depois de ser ouvida na delegacia, já que não haviam provas que a incriminassem.

Fonte: Minuto Sertão

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