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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pai mantém filha de 2 meses refém por quase 8 horas; Assista

A negociação entre Johte Teixeira de Souza Júnior, filho de um empresário do ramo de locação de veículos e a Polícia, durou quase 8 horas.
O caso teve início por volta das 19h30 desta quinta-feira, 26 de dezembro, na casa de Júnior, na rua Paraíba, bairro São Lourenço, região central de Teixeira de Freitas. De acordo com informações, ele e a esposa teriam iniciado uma discussão que acabou resultando em agressões.

A mulher resolveu chamar a Polícia, e com medo de ser novamente preso, o acusado que já tem passagens por envolvimento com drogas e estaria sob efeito de entorpecentes, manteve a própria filha de apenas 2 meses de idade como refém no piso superior do prédio onde reside com a esposa.
Homens do 13º Batalhão de Polícia Militar apoiados pela Cipe Mata Atlântica, antiga “Caema” cercaram o prédio e isolaram parte da rua. As negociações foram iniciadas pelo comandante da PM, tenente-coronel Silveira auxiliado pelo major França, comandante da Cipe, que chegou ao local logo depois.
Durante todo o tempo em que manteve a filha refém, Júnior que estava em posse de um facão, pedia apenas para que a esposa retornasse para casa. Com pedidos de perdão, na janela de um dos cômodos, ele chegou a dizer que a amava e que os dois nunca mais voltariam a discutir.
A filha do casal chorou por algumas vezes, a mulher precisou retirar o leite materno e colocar em uma mamadeira pequena para alimentar a criança. Na maior parte do tempo, Júnior se manteve em silêncio, uma vez ou outra ele fazia desabafos, dizia que não faria mal a criança e relembrava os momentos em que esteve preso.
Após horas de tentativa de negociação, o comandante Silveira chegou a comentar com a imprensa que não seria necessário o uso de uma entrada tática, já que o acusado não estaria oferecendo riscos à criança, mas por conta da extensão do caso, as 2h45, o tenente-coronel e o Major França planejaram uma entrada no prédio que só tinha uma porta de acesso e janelas protegidas por grades.
Na entrada dos policiais, o que era de drama se transformou em tensão, populares que acompanhavam o desfecho do caso ficaram apreensivos. Minutos mais tarde, um policial desceu as escadas com a criança e entregou para a mãe. Júnior, que já havia se entregado, desceu logo em seguida acompanhado pela Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) e Caema.
Ele foi conduzido para a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior e apresentado à Polícia Civil. O acusado deve ficar detido e responder por crimes de cárcere privado e agressão.



Sul Bahia News

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