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sábado, 12 de julho de 2014

Maratona ou rapidinha? Tempo nem sempre é importante no sexo

sexo-casal-transar-1404837002067_300x420Quanto tempo dura uma relação sexual satisfatória? Não existe resposta única ou certa para essa pergunta. Porém o tempo do prazer pode ser bem diferente daquele da imaginação.
Uma pesquisa conduzida em 2008 pela Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, com terapeutas sexuais norte-americanos e canadenses, concluiu que 3 a 7 minutos é uma duração adequada e de 7 a 13 minutos, desejável. Abaixo disso, os entrevistados classificaram o ato sexual como muito curto e, acima desse intervalo, muito longo, contrariando a fantasia popular de que sexo bom dura horas.
Heloisa diz que é comum no imaginário de homens e adolescentes a ideia de que o sexo precisa durar bastante para ser bem apreciado. Entretanto, a psicóloga destaca que a satisfação não se mede pelo relógio, e que para a maioria das mulheres chegar ao orgasmo são necessários outros fatores, como clima, contexto e habilidade do parceiro. “Esses fatores são mais importantes do que o tempo do coito. Muitas mulheres até se incomodam quando o tempo da penetração é muito longo”, afirma.
Aqui vai umas explicações:
Tempo para as mulheres
Antes do prazer feminino ser valorizado, sobretudo nas últimas décadas, o ato sexual costumava ser bastante rápido e voltado apenas à reprodução.

“O sucesso da relação sexual dependia do vigor do marido e da rapidez do ato. Caso um marido bêbado demorasse fazendo amor, é porque ele perdera a força de fertilizar. Manobras eróticas também comprometiam o cronômetro”, escreve a historiadora Mary Del Priore, sobre a vida sexual no século 19, no livro “Histórias Íntimas – Sexualidade e Erotismo na História do Brasil” (Planeta).
sex1Equilíbrio e intimidade
Para a psicóloga Heloisa Fleury, esse tempo parece superestimado. Para saber com precisão é necessário cronometrar a relação. “Se o sexo está muito bom, o casal pode, subjetivamente, achar que foi muito mais longo do que realmente foi”, justifica.
O professor Otavio Leal terapêutico e transpessoal de São Paulo,  acredita que o mais importante no sexo são as carícias, independentemente de quanto tempo levem. “As carícias ajudam a derreter as nossas defesas, a nos deixar plenos”, diz.
Leal também afirma que retardar o êxtase aumenta o prazer. “Quanto mais prolongado for esse momento, maior será a energia e o prazer”, diz. O professor conta que existem rituais no tantra hindu que chegam a durar 19 dias, obviamente, com atividades que vão além da penetração. “Se pensarmos no ato sexual apenas como genital, se for longo, pode ser cansativo, mas não a carícia, o preparatório. O que vem antes do orgasmo é que faz a diferença”, explica.
Para o professor de tantra, o fundamental na relação sexual é a construção da intimidade. “Hoje, existe maior liberdade, mas falta intimidade. E intimidade requer tempo. Sexo dá prazer. A intimidade dá felicidade, amor”, diz.
Se o sexo dura poucos ou muitos minutos, isso pouco importa se houver sincronia entre os parceiros e prazer mútuo. “Não tem nada a ver com o relógio”, reforça a psicóloga do Prosex. Apesar de não ser tarefa fácil, é possível. “Hoje em dia, às vezes é rapidinha, às vezes demora bastante. Não nos preocupamos mais tanto com tempo”, diz a funcionária pública.
Fonte: Mulher Uol

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