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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Governo e os médicos garantem: a vacina contra HPV é segura

Meninas tiveram reações adversas após tomar vacina em escola de SP. Especialistas descartam que problemas tenham sido causados por vacina.
Desde março, o Brasil oferece essa imunização, de graça, em postos de saúde e escolas para meninas de 11 a 13 anos. Mais de 4,4 milhões já foram vacinadas.
Ao serem vacinadas, as jovens são protegidas contra os tipos mais frequentes do HPV. O Papilomavírus Humano, o HPV, é um vírus sexualmente transmissível que pode causar o câncer de colo de útero, o terceiro tipo de tumor mais comum em mulheres e o quarto câncer que mais mata brasileiras.
A vacina não usa o vírus enfraquecido, como é comum em outras, como febre amarela e sarampo. A do HPV usa apenas um pedacinho do vírus, que tem uma proteína chamada L1. Só essa proteína já é suficiente para ativar o sistema de defesa do organismo contra o HPV.
A vacina é novidade no Brasil, mas já foi adotada há muito tempo em outros países. Nos Estados Unidos, a vacina contra o HPV não é obrigatória e não é de graça. A recomendação é que meninas e meninos entre 11 e 12 anos sejam imunizados.
A reação mais observada é dor de cabeça. Há algumas investigações abertas para apurar casos, como, por exemplo, o de um adolescente que morreu dormindo seis meses depois de tomar a última dose. O Fantástico conversou pela internet com o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. “Algumas pessoas podem ter uma reação alérgica a essa vacina, mas é algo que pode acontecer após tomar qualquer vacina. Nós conduzimos vários estudos e eles nos mostraram que a vacina contra o HPV é muito segura”, afirma Tom Shimabokuro.
O governo e os médicos garantem: a vacina é segura. “Nós estamos falando de 0,03% do número de doses aplicadas versus número de reações reportadas”, afirma Kfouri.

“Essa é uma vacina extremamente importante. Porque é uma vacina eficaz, que previne contra o câncer”, ressalta Sato.
 
Fonte: g1.globo.com/fantastico
 

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