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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Homem declarado como morto por médica no Menandro de Faria recebe alta

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Morto vivo. Valdelúvio de Oliveira, de 54 anos, que foi declarado morto por uma médica do Hospital Geral Menandro de Faria (HGMF), em Lauro de Freitas, região metropolitana, finalmente recebeu alta médica. Valdelúcio que foi transferido e estava internado no Hospital Santo Antônio, na Cidade Baixa, recebeu alta médica, na terça-feira, dia 16. Agora, ele deve continuar fazendo sessões de quimioterapia e radioterapia para combater um câncer.

Vítima de câncer de língua generalizado, Valdelúcio teve sua morte decretada por falência múltipla dos órgãos e encaminhado para realização da autópsia. Com a triste notícia, os familiares iniciaram os procedimentos para o funeral do rapaz. “Pagamos tudo. Tiramos atestado de óbito, preparamos o funeral inteiro”, contou a tia de Valdelúcio, Áurea Gonçalves.
Mas, quando Walterio de Oliveira Gonçalves, irmão do ‘falecido’, foi levar a roupa para preparar o corpo já para o enterro, por volta de 1h30 da manhã, a grande surpresa. “Vi que ele estava respirando”, contou.
A família do paciente informou que o dinheiro gasto com o caixão seria doado às Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID). Em bilhete escrito um dia depois do ocorrido, ele atribui melhora a um milagre de Irmã Dulce.
Sindicância
Depois de tratar inicialmente como especulação, mas confirmar a abertura de uma sindicância para investigação, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia afirmou que não tem nem previsão de conclusão do processo sobre o caso da médica que deu atestado de óbito a homem vivo no Hospital Menandro de Faria.
A assessoria de imprensa informou que a sindicância ainda está em andamento e não tem prazo para término. De acordo com as informações passadas à nossa reportagem, o processo foi aberto no dia seguinte ao ocorrido e que no mínimo dura em cerca de 30 dias, mas afirmou que não existe uma previsão concreta neste caso.
Por questões internas, a Sesab não divulgou o nome da médica e nem informou se alguma parte do caso, que envolve toda equipe médica, testemunhas e parentes do paciente, já foi ouvida. Baseando-se no que foi informado pelo órgão, a sindicância já corre há cerca de dez dias.
Foto: Reprodução

Adelson Carvalho

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