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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Esplanadense cai no "conto do vigário" e deposita R$ 1.500,00 na conta bancária de bandido


Você já ouviu falar nos golpes do bilhete premiado, falso sequestro e da promessa de emprego? Pois fique alerta. Estes são apenas alguns golpes mais aplicados na capital e no interior da Bahia.
Nesta terça (03), um esplanadense de 80 anos recebeu uma ligação em que uma pessoa se identificava como um ente familiar necessitando de auxílio. A vítima depositou uma quantia de R$ 1.500,00 e só depois se deu conta de que se tratava de um golpe.

O caso foi registrado na Delegacia Civil, mas infelizmente nada poderia ser feito, já que ele mesmo realizou a transferência.

60% dos golpes segundo a polícia, são aplicados por meio de ligação telefônica aleatória. E por que tanta gente cai nas enganações? Um dos principais fatores é o poder de persuasão do golpista.

Pelo artigo 171 do Código Penal Brasileiro, a pena do crime de estelionato varia de um a cinco anos de reclusão. A punição pode ser bem mais branda e convertida em detenção não-condenatória em caso de réu primário e com prejuízos financeiros abaixo de um salário mínimo.

Confira os golpes

1- Bilhete Premiado

O golpista geralmente tem auxílio de dois comparsas e ilude um pedestre comum, na rua, propondo a troca do suposto prêmio obtido na loteria por uma boa quantia em dinheiro vivo por parte da vítima. O estelionatário se passa por pessoa simples e humilde para enganar cidadãos comuns pelas ruas.

2- Prêmio por Telefone

Costuma estar atrelado a nomes de programas de TV. O golpista telefona para um número qualquer, convence a vítima de que ela foi premiada com carros e outros bens de valor elevado, mas que existe uma taxa de liberação, liquidado em depósito bancário, para o envio dos prêmios. Em celulares das vítimas este golpe começa por meio de torpedos, em algumas ocasiões.

3- Conto do Otário

O vigarista deixa cair um cheque frio, com quantia elevada, perto da vítima. A vítima potencial, sem saber que é o alvo, chama a atenção do estelionatário que, muito agradecido, resolve premiar a pessoa enganada trocando a bolada do cheque por outra significativa quantia, mas em valor relativamente menor e em espécie.

4- Falso Sequestro

A vítima recebe um telefonema no qual o criminoso afirma estar em poder de um familiar da pessoa enganada a ponto de matá-lo. A exigência de resgate é feita, geralmente, em troca de valores um pouco abaixo ou pouco acima de um salário mínimo. Este golpe quase sempre é praticado por detentos de presídios localizados fora do Espírito Santo.

5- Golpe do Sobrinho

Também conhecido como "Golpe do Zezinho" o esquema criminoso consiste no golpista se passar por sobrinho da vítima, ao telefonar para um número qualquer. Ele diz que está com problemas mecânicos no carro ou com uma dívida que os "demais familiares" não podem saber. Consequentemente, o golpista pede dinheiro, por depósito bancário.

6- Golpe da Capemi

Capemi é a sigla para Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios Beneficente, sistema empresarial privado sem fins lucrativos do ramo de previdência complementar, seguros e assistência financeira. O estelionatário engana militares da reserva das Forças Armadas, por meio de telefonema, e garante a liberação de alguma quantia indenizatória, em processos judiciais envolvendo oficiais aposentados do Exército, Marinha e Aeronáutica. Essa garantia, porém, exige um suposto honorário.

7- Chora Mamãe

Geralmente é praticado em serviços de anúncio de compra e venda de bens. O estelionatário anuncia um automóvel com valor abaixo no mercado de semi-novos, recebe ligações e tenta fechar negócio sem contrato assinado. Por mais intrigante que pareça, muitas vítimas caem na conversa do criminoso e depositam dinheiro em uma conta sugerida pelo bandido.

8- Golpe do SPC

O nome do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) é usado neste golpe por parte do criminoso. A tapeação é feita por telefone, em ligação aleatória, afim de garantir a retirada do nome de pessoas físicas ou jurídicas da condição de inadimplência por meio, claro, de um depósito bancário feito pela vítima.

9- Promessa de Emprego

As vítimas são induzidas a certeza de emprego garantido em uma grande empresa após inscrições em um curso profissionalizante falso que garantiria uma vaga de trabalho. Pagamentos são efetuados pelas vítimas, antes do início das aulas. Contudo, as pessoas inscritas descobrem dias ou semanas depois que tudo não passou de uma grande farsa.

10- Máquina de Dinheiro

Apesar de ser a farsa mais descarada de todas, por isso tornou-se cada vez menos usual com o passar dos anos, muita gente já perdeu dinheiro com ela há algumas décadas. O criminoso mostra uma máquina "incrível" à vítima. Ele coloca uma folha de papel comum em branco de um lado do maquinário, roda a manivela e do outro lado sai uma nota verdadeira.

Para dar credibilidade à engenhoca, o criminoso se dirige, junto com a vitima, a algum banco para que se faça um teste. O caixa do banco atesta a autenticidade da nota. A vítima compra a máquina e pensa estar fazendo um grande negócio. Este crime também é conhecido como Golpe da Guitarra.

Da redação: Manuela Chagas com informações da Polícia Civil
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