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sábado, 4 de abril de 2015

Eclipse lunar mais curto do século acontece neste sábado. Prepare-se para não vê-lo


Eclipse lunar mais curto do século acontece neste sábado. Prepare-se para não vê-lo

A Lua vai ficar totalmente encoberta pela sombra por menos de cinco minutos e o fenômeno não será visível do Brasil

Por: Juliana Santos03/04/2015 às 08:07 - Atualizado em 03/04/2015 às 08:07Lua avermelhada durante um eclipse lunar total(Matt King/Getty Images/VEJA)A manhã do sábado vai contar com um eclipse lunar total, aquele em aquele em que o satélite fica dentro da parte mais escura da sombra da Terra. A Lua ficará totalmente encoberta por menos de cinco minutos (4 minutos e 43 segundos), o que faz com que este seja o eclipse mais veloz do século XXI.Imagem mostra em qual parte da sombra da Terra a Lua vai passar neste sábado(Wikipedia/Reprodução)"Este será o eclipse lunar mais curto desde 25 de julho de 1553 (que durou 2m33s). O próximo tão rápido assim será em 11 de setembro de 2155 (com duração de 2m36s)", afirma Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos.A trajetória da Lua na região da sombra da Terra é o que explica esse período tão reduzido de eclipse. Neste sábado, a Lua passa por uma região na ponta da sombra, o que faz com que a trajetória seja mais curta e, por isso, tão rápida. Segundo Rojas, o tempo máximo que a fase total de um eclipse lunar pode durar é 107 minutos.No Brasil, a visibilidade do fenômeno não será muito boa. A maior parte do país poderá ver a Lua apenas durante a fase penumbral do eclipse, quando o satélite passa pela parte mais clara da sombra terrestre. O escurecimento do satélite é pequeno e imperceptível para os observadores.Os Estados do Norte do país terão um pouco mais de sorte. A partir das 7h15 (horário de Brasília), o satélite começa a adentrar a umbra, parte central e mais escura da sombra, e começa a "sumir". Neste momento, Acre (onde serão 5h15), Amazonas e parte de Rondônia (onde serão 6h15) têm condições de ver o começo do "desaparecimento". Mas, mesmo nessas localidades, a Lua já vai estar muito baixa no horizonte, quase se pondo, o que dificulta a visão. De nenhum lugar no Brasil será possível ver a Lua totalmente encoberta."Lua de sangue" - Quando a Lua estiver totalmente dentro da sombra, o que poderá ser visto por parte da América do Norte, da Ásia e da Oceania, ela não vai desaparecer no céu, mas brilhar menos e adquirir um tom avermelhado. Devido a esse efeito, os eclipses totais da Lua são apelidados popularmente de "Luas de sangue".A ciência explica o motivo do nome. No momento do eclipse, a luz do Sol não chega diretamente à Lua, mas é "filtrada" pela atmosfera da Terra, que age como uma lente. Como a nossa atmosfera tem partículas que espalham mais a luz azul e menos a vermelha, a luz que atinge a Lua nessa situação é predominantemente vermelha.Esse fenômeno também explica porque o Sol fica avermelhado ao entardecer: nesse momento, a luz está atravessando uma camada mais grossa de atmosfera, de modo que sobra mais luz vermelha.Sequência - Este é o terceiro de uma série de quatro eclipses totais da Lua, que ocorrem ao longo de dois anos. O primeiro da tétrade foi no dia 15 de abril de 2014, e o último será em 27 de setembro deste ano. Esse evento é especial porque eclipses normalmente se intercalam entre totais, parciais (quando a Lua fica parcialmente encoberta pela parte mais escura da sombra da Terra) e penumbrais (quando a parte mais clara da sombra da Terra encobre a Lua). A tétrade é relativamente rara: no século XXI haverá oito delas, sendo a que se inicia no dia 15 a segunda - a primeira ocorreu de 2003 para 2004, e a terceira será em 2032 e 2033.O último eclipse dessa sequência, em setembro, será o de melhor visualização no Brasil, podendo ser visto em sua totalidade e de todo o país. Para este sim, você pode se preparar para ver um belo fenômeno: ele será à noite e, com sorte, de céu claro.
Veja.com

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