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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dia da Independência é marcado por vaias, protestos e 'Pixulecos' em Brasília

As comemorações do Dia da Independência, na manhã desta segunda-feira (07), na Esplanada dos Ministérios, foram marcadas por arquibancadas lotadas, o tradicional desfile em carro aberto e por protestos. Cerca de 25 mil pessoas marcavam presença no evento, por volta das 10h30, segundo informações da Polícia Militar.Em meio ao tenso cenário político, com teorias que colocam o vice-presidente da República, Michel Temer, como conspirador do mandato de Dilma Rousseff, movimentos pró-impeachment se uniram para inflar balões, estender faixas de protesto e até queimar pneus para fazer barricadas, com o objetivo de chamar atenção e atrapalhar o transcorrer do desfile. Enquanto isso, os dois sorriam ao lado um do outro, na arquibancada de autoridades.Outra confusão ocorreu por volta das 10h20, quando dois homens tentaram invadir o desfile, mas foram contidos por 10 policiais militares. Eles estavam xingando profissionais da Força Nacional alegando que “são inconstitucionais" e que representam uma "polícia bolivariana". Duas mochilas e uma mala também fizeram com que a Polícia Militar isolasse uma área perto da Rodoviária do Plano Piloto. Mas, minutos depois, a suspeita de bomba foi descartada.Até mesmo as barreiras de proteção usadas para separar a área da arquibancada oficial e de convidados da parte externa do desfile foram motivo de crítica e de revolta por parte do público, que bateu colheres e mãos nos tapumes metálicos. Essas mesmas barreiras foram pichadas neste domingo (6/9), com dizeres: "Muro da vergonha", “Intervenção militar já” e “Art. 142 e 144 C.F.”"Nunca vi tanta corrupção endêmica, uma vergonha um partido que sempre discursou contra isso ser mais corrupto que os outros", disse Aldair Pereira Costa da Cunha. Ela e o marido, Anestor Ferreira da Cunha e a filha Débora criticaram o "muro da vergonha" – os manifestantes batizaram assim a barreira de proteção que, de acordo com eles, neste ano foi maior do que nos anos anteriores.Por volta das 11h, um trio elétrico chamava a população para a "7ª Marcha Contra a Corrupção", iniciada paralelamente ao desfile. A Polícia Militar precisou fazer um cordão de isolamento em frente ao Congresso Nacional, impedindo a passagem dos manifestantes, que, em vez de seguir em frente, aglomeraram-se em volta dos “Pixulecos”, que representavam Dilma e Lula.Policiais precisaram fazer a proteção de petistas, que se manifestavam em apoio à presidente. Algumas pessoas bradam “intervenção ou morte” de um dos caminhões de som. Por volta de 12h30, os balões infláveis de Lula e Dilma foram esvaziados e os manifestantes se dispersaram.SímbolosAlém do boneco inflável do ex-presidente Lula vestido com roupa de presidiário – que estava presente nas últimas manifestações contra o governo petista –, manifestantes encheram a "Pixuleca", uma representação de Dilma, também em forma de balão inflável, retratada com dentes proeminentes, nariz de Pinóquio, manchas de lama no corpo e faixa presidencial rasgada.Mas esses não foram os únicos símbolos da insatisfação popular diante do governo. Notas com os rostos de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva, com o nome de "Pixulecos", foram entregues ao longo do evento para representar as acusações de corrupção contra os governos petistas.Enquanto desfilava em carro aberto, a presidente recebeu vaias, mas também aplausos. Alguns entoaram o grito: "No meu país, eu boto fé, porque meu país é governado por mulher".Cerca de 3 mil militares, entre homens e mulheres, desfilaram sob o som das bandas do Batalhão de Polícia do Exército e do Batalhão da Guarda Presidencial. Em seguida, a Esquadrilha da Fumaça, que estava dois anos sem participar do evento, voltou aos céus do Distrito Federal. Foram 30 minutos de sobrevoo, com 50 acrobacias.Enquanto aproximadamente 1 mil manifestantes pró-impeachment se concentraram em frente ao Museu Nacional da República, cerca de 200 pessoas em apoio a presidente da República se reuniram próximo à Catedral.  (Informações do Correio Braziliense)

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