Proposta prevê remuneração mínima de aproximadamente R$ 3.847,97 para jornada de 40 horas semanais; secretários escolares, merendeiras, porteiros e auxiliares estão entre os beneficiados.
Uma importante proposta de valorização dos trabalhadores da educação pública avançou nesta terça-feira (3 de novembro). A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 2.531/2021, que prevê a criação de um piso salarial nacional para os profissionais da educação básica que exercem funções de apoio administrativo, técnico e operacional.
A proposta representa um avanço para milhares de trabalhadores que contribuem diariamente para o funcionamento das escolas públicas brasileiras, mesmo não exercendo a função de professor.
Quem poderá ser beneficiado?
O projeto contempla profissionais que desempenham atividades essenciais no ambiente escolar, entre eles:
- Secretários escolares;
- Merendeiras e cozinheiras;
- Porteiros e vigilantes;
- Auxiliares de serviços gerais;
- Inspetores escolares;
- Profissionais de apoio administrativo e técnico.
Qual será o valor do piso salarial?
De acordo com o texto aprovado, o piso corresponderá a 75% do valor do piso nacional do magistério, para profissionais com formação de nível médio e jornada de até 40 horas semanais.
Considerando o piso do magistério de 2026, de R$ 5.130,63, o valor estimado para os profissionais contemplados será de R$ 3.847,97 mensais.
Para quem trabalha em jornadas inferiores a 40 horas, o pagamento deverá ser proporcional.
Projeto ainda precisa passar por outras etapas
Apesar da aprovação na Comissão de Educação e Cultura, a proposta ainda não se transformou em lei.
O Projeto de Lei nº 2.531/2021 seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Depois, deverá cumprir as demais etapas legislativas antes de uma eventual sanção presidencial.
Valorização de quem também faz a educação acontecer
A criação de um piso nacional representa uma reivindicação antiga dos trabalhadores que atuam nos bastidores das instituições de ensino.
Secretários escolares, merendeiras, porteiros, auxiliares e demais servidores desempenham funções indispensáveis para garantir a organização, a alimentação, a segurança e o funcionamento das unidades escolares.
A proposta busca reconhecer a importância desses profissionais e estabelecer uma referência salarial nacional para categorias que, atualmente, enfrentam diferenças de remuneração entre as redes públicas de ensino.
O que você acha da proposta? O piso salarial nacional é uma conquista necessária para os profissionais que fazem a educação acontecer todos os dias? Deixe sua opinião nos comentários.
Fonte: Senado Federal – Projeto de Lei nº 2.531/2021.
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